Depois de falar do Harlem, quero comentar sobre alguns restaurantes em que eu fui na minha última viagem a Nova Iorque (em setembro de 2010). Alguns eu já conhecia, outros não, mas todos foram testados. Uma parte fo aprovada com louvor, outra nem tanto, mas cabe a vocês experimentar e dar o próprio veredito.
1) Spice Market: fica no miolinho do Meatpacking District, então pode ser uma boa pedida se você for sair por ali mesmo. Tem estilo “asiático moderninho”, e decoração com bastante madeira e lanternas, lembrando casas de chá do sudeste asiático. Já tinha conhecido na minha viagem anterior, mas tinha gostado tanto que resolvi voltar. Desta última vez, resolvemos tentar o menu degustação (tasting menu, US$ 48,00 em consulta hoje) e não nos arrependemos. As porções são pequenas, mas ao todo vieram nove pratos (incluindo duas sobremesas), de modo que você come até demais. Temperos e detalhezinhos exóticos fazem a diferença. A fofa garçonete do Missouri que nos atendeu também contribuiu para o ótimo jantar.
2) TAO: é outro que segue a linha “asiático moderno” . Gosto dele para almoçar; dizem que para reservar à noite é difícil, mas confesso que nunca tentei. Próximo ao Central Park e ao MoMA, sempre foi uma boa opção de almoço para mim. O menu executivo do almoço inclui entrada, prato principal e sobremesa e custa vinte e poucos dólares (não me lembro o preço exato e não achei a informação no site). Sempre que comi lá a comida estava bem feita e gostosa. A decoração com o buda gigante (foto inicial) pode parecer um pouco datada, mas há outros detalhes que tornam o lugar interessante. Apareceu em um episódio do Sex And The City, da época em que a Samantha namorava a Sônia Braga.
3) Café Gitane (242 Mott St): esse foi uma descoberta da última viagem, que eu peguei do guia New York Encounter do Lonely Planet. Tecnicamente fica em Nolita, mas é tão pertinho do Soho que é uma ótima pedida para depois de umas comprinhas por lá. Comida estilo marroquina com toques franceses, estava uma delícia. Sem falar que as garçonetes são todas lindas, parecem modelos, e você quase se sente em um bistrô no Quartier Latin, em Paris.
4) Amy Ruth’s: falei dele no texto anterior, sobre o Harlem. Comida estilo sul dos Estados Unidos, bem farta e bem pesada, mas muito gostosa. Leve um sal de fruta no bolso, just in case. A fila na porta (com vários locais) não deixa mentir que o lugar é conhecido e disputado. Vale à pena se você estiver batendo perna pela região.
5) Island Burgers and Shakes (766 9th Ave, próximo à 51th St): esse é para aquela comida depois da balada, se você estiver na região de Hell’s Kitchen ou dos teatros. A entrada não é muito convidativa, mas dentro a decoração é legal. O lance ali são os hambúrgueres, claro, mas eles oferecem também a opção churasco (escrito assim mesmo), que nada mais é que frango grelhado. Ouvi dois franceses comentando que ele é indicado no guia francês Routard, mas não achei informações a respeito.
6) Annisa: não ia colocar essa dica, mas acho que vale a menção. A comida é boa e o lugar bonito, mas achei muito pretensioso para a região “descolada” onde fica (bem no meio do West Village). Como era sexta, chegamos de jeans e camiseta para sair depois, e achei que a hostess torceu um pouco o nariz e quase nos dispensou, dizendo que sem reserva estava difícil. Ela nos mandou esperar e pouco tempo depois veio nos oferecer uma mesa. De qualquer forma, como disse, a comida estava boa (embora um pouco cara) e o atendimento depois desse incidente foi atencioso. Até deixaram o café por conta da casa, talvez para compensar a má impressão inicial. Pode ser uma boa opção se você estiver na área.





